HISTÓRIA

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A Ordem do Templo
Porquê o nome?
Reis e Príncipes da Europa medieval
A morte de Napoleão III
Templários da OSMTH

Uma das decisões marcantes, foi retirar o reconhecimento ao Regente da Ordem Fernando de Sousa Fontes, devido à sua má gestão e conduta irregular. (Os poucos que se recusaram a acatar a decisão democrática, são presentemente conhecidos como OSMTH-Regency.) A presente OSMTH é de longe o maior e melhor grupo Templário organizado até à data. È uma organização apolítica e sem fins lucrativos, registada em Genebra, Suíça, tendo como Registo o numero CH-660.197299-4. Cada Grande Priorado é patriótico, deverá estar comprometido com o acolhimento e melhoria do seu país. A nossa Ordem dedica-se à preservação da Liberdade, o que é essencial para a liberdade de consciência, religião e para o desempenho eficiente de boas obras. A principal missão dos modernos Templários é a caridade. A Ordem realiza as missões através do trabalho de beneficência (tanto localmente como na Terra Santa), ajudando as pessoas a ajudarem-se a si próprias, reforçando assim a esperança.
As virtudes da Fé, Esperança e Caridade são as luzes guia da Suprema Ordem Militar do Templo de Jerusalém, cujos os membros desejam SERVIR, tal como os cavaleiros originais serviram. O lema da Ordem, “Non nobis, Domine, non nobis, sed Nomini Tuo ad Gloriam”, está em Salmos 115 versículo 1 – “Não para nós, Senhor, Não para nós, mas para Glória de Teu Nome”. Hoje, a Ordem é a secular - ordem militar de cavalaria - que se destina a realizar Cristãos militares e homens civis(Cavaleiros) e mulheres (Damas), que demonstram possuir elevada ética e princípios morais, e que desejam seguir as tradições do Templo. Como um exemplo do Grande Priorado OSMTH, a Suprema Ordem Militar do Templo de Jerusalém, incorporada nos Estados Unidos, é autónoma e independente. Reconhece a Constituição e os estatutos dos Estados Unidos como soberano e temporalmente supremo na lei pública. A Ordem, na idade do materialismo e secular humanismo, procura, reconstituir a antiga ordem de cavalaria, adotando a organização
de comprovada eficácia na captura da lealdade e espírito dos líderes dedicados. Mostrar que o idealismo espiritual é certamente mais relevante e não seja incompatível com a sensibilidade para a tradição, nem incoerente com o patriotismo ou dever cívico. A palavra, não a espada, é a arma dos Templários modernos. Nós usamo-la para servir a paz, para ajudar os oprimidos, para ajudar Irmãos e Irmãs, para promover a educação, e propagar os valores que representam o melhor do cristianismo, humanismo e da tradição de cavalaria. Mas é claro que a ação deverá seguir palavras inteligentes.

O Cavaleiro Templário
Cavaleiros Hospitalários
Mantos Brancos
Concílio de Troyes
O reconhecimento Papal em Troyes
Governantes de Aragão e Portugal
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O nosso familiar “cheque viagem”, é hoje em dia um exemplo moderno de uma “carta de crédito” – assim como, os Templários fizeram no século XII. A estrutura dos Templários foi consolidada por eficazes comunicações, incluindo transportes próprios no Mediterrâneo. Eles tinham muitos barcos “galeras” e tal como os Hospitalários, participaram em guerras navais, tendo inclusivamente em 1301 o seu próprio almirante. Em conjunto com os Hospitalários, os Cavaleiros Templários tornaram-se defensores permanentes, dos povoados Latinos no Oriente, cada vez mais confiados com castelos e feudos. Na década de 1180, havia perto de 600 cavaleiros em Jerusalém, Tripoli e Antioch, possivelmente três vezes em número de sargentos. Nenhuma grande batalha ocorreu sem a sua intervenção. No séc. XIII, a Ordem era a única instituição capaz de construir grandes castelos, tal como, Athlit (Castelo de Pilgrim 1217-21) na costa sul de Haifa, e Safed (1240), dominando os Montes da Galileia. Tal poder militar e financeiro, em conjunto com os extensos privilégios papais, deram-lhe uma imensa influência no Oriente Latino, o que levou por vezes a alguns conflitos com outras instituições.
A regra Latina de 1129, influencia por uma instituição monástico com pouca experiencia nas cruzadas, mostrou-se desadequada para uma organização em expansão. Novas secções escritas em Francês, foram adicionadas, primeiramente em 1160, com 202 cláusulas que definiam a hierarquia da ordem e estabeleceu as suas funções militares, durante os 20 anos seguintes adicionaram mais 107 cláusulas sobre a disciplina do convento e 158 cláusulas na realização de capítulos e sistemas de penitência. Entre 1257 e 1267, 113 cláusulas foram estabelecidas como possíveis casos de aplicação de penitências. A existência da versão da Regra em Catalão, posterior a 1268, mostra o esforço realizado para garantir que o conteúdo fosse amplamente entendido dentro da Ordem. Embora a Ordem não sofresse de nenhuma profunda reestruturação interna, estes desenvolvimentos indicavam que os Templários não estavam indiferentes à necessidade de manter os padrões. A administração da Ordem Templária, era estruturada hierarquicamente. O Grão-Mestre da Ordem estava sediado na Terra Santa, juntamente com os seus importantes oficiais, onde cada um tinha a sua equipa.
O Senescal é o adjunto do Grão-Mestre, em cerimónias transporta a bandeira preto e branca dos Templários, possui equipa e cavalos próprios. O marechal é o oficial chefe militar, responsável pelos comandantes, cavalos, armas ou qualquer equipamento envolvido em operações militares. Tinha também a possibilidade de obter e solicitar mantimentos, tendo sido de extrema importância na altura das cruzadas. O comandante do Reino de Jerusalém era o tesoureiro da Ordem, estava encarregado do cofre. Era partilhado o poder com o Grão-Mestre, com o sentido de não ter um controlo total sobre os fundos. O roupeiro estava responsável pelas roupas e poderia distribuir donativos realizados a favor da ordem, além de guardar os famosos mantos brancos, garantia se todos os irmãos estavam vestidos adequadamente. Estes quatro, juntamente como o Grão-Mestre, eram os grandes oficiais da Ordem. Apesar serem os grandes oficiais dos Templários, outros tinham responsabilidades regionais, tais como os comandantes das cidades de Jerusalém. A Ordem dos Templários era constituída por uma grande variedade de membros que desempenhavam diversas funções.

Contrariamente ao que popularmente se pensava, por vezes eram contratados assistentes fora da Ordem, só uma pequena minoria de membros é que eram efetivamente cavaleiros. A perda do Acre em 1291 e a conquista da Palestina e Síria, pelos Mamelucos, é vista como o ponto de viragem na história dos Templários, deixando aparentemente a Ordem de ter um papel especifico numa sociedade com uma ideia imbuída de unidade orgânica muito própria. Na verdade, o fracasso das ordens militares para impedir o avanço do Islão, trouxe criticas, principalmente desde 1230, com a perda de regiões cristãs devido aos ataques dos adversários. No entanto não houve nenhuma sugestão para a extinção da ordem. Na verdade os Templários a partir de Chipre continuaram com vigor na guerra santa, para que não interpretassem como um presságio do declínio da cruzada. O ataque feito aos Templários por parte de Filipe IV rei de França em outubro de 1307, aparentemente por motivos “veementemente suspeitos” de heresia e blasfémia, deve-se a uma poderosa combinação por um lado de um rei aflito por uma religiosidade mórbida, e uma administração com graves problemas financeiros por outro. Na verdade, os Templários (ao contrário dos Hospitalários) nunca haviam sido acusados de heresia. No final, nem a intervenção limitada pelo Papa Clemente V, nem uma defesa enérgica por parte de alguns Templários, poderia salvar a Ordem, que foi reprimida pela bula papal Vox in excelso em 1312. Os seus bens e propriedades foram então transferidos para os Hospitalários. Apesar de a própria Ordem ter sido suprimida muitos dos cavaleiros fugiram e foram para a clandestinidade, ou juntaram-se a outras Ordens. O seu extraordinário legado e memória com quase nove séculos ainda hoje perduram.

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